Comitês em Ação

Primavera das mulheres ativistas

Encontro em Maricá de autoconhecimento para transformação social

Mulheres ativistas atuantes em municípios da Baixada Fluminense, Rio de Janeiro e São Gonçalo se encontraram em Maricá no dia 25 de outubro. O laço que as une ao movimento de transformação social é forte, diário e apresenta diversos desafios. Dentre eles está a transformação simultânea do mundo e de si mesma, buscando viver melhor e ser melhor, a partir da prática do autoconhecimento e autocuidado.

Cercado pelas riquezas naturais do Parque de Estudo e Reflexão de Maricá, o evento “Primavera das mulheres ativistas”, mediado por Maroly Penteado, buscou instigar as participantes a identificar, combater e superar os processos de marginalização, privação e invisibilização de opressões sistemáticas.

As atividades foram desenvolvidas com o objetivo de desnaturalizar a violência interna e externa, tendo como finalidade a construção de âmbitos não-violentos. O grupo dialogou sobre diferentes formas de agressão física, religiosa, econômica, racial, psicológica e sexual. Por meio da metodologia da experimentação, foram orientadas a identificar onde elas se manifestam em seu corpo. A submissão diária a este sistema violento produz tensões, dores físicas, doenças psicossomáticas e respostas incoerentes e violentas.

No processo de transformação social, o autocuidado é uma ação imprescindível, sobretudo no cotidiano de luta de mulheres ativistas negras, trans, lésbicas, pobres e moradoras de locais vulnerabilizados.

A “Primavera das mulheres ativistas” em Maricá foi uma intervenção política no sentido de confrontar discriminações interiorizadas por mulheres referências em comunidades. As atividades desenvolvidas durante todo o dia também foram propositivas no sentido de eliminar estas opressões do discurso e das práticas de quem se dedica à transformação social e, portanto, contribuir com fortalecimento da luta de cada uma.

Notícia publicada em 31.10.2016