Comitês em Ação

Roda de Conversa: a Não Violência Como Ferramenta de Transformação Social

Atividade aconteceu na Ação da Cidadania

Na terça, 11 de julho, a Ação da Cidadania realizou a Roda de Conversa: Não Violência Como Ferramenta de Transformação Social. O evento foi realizado em duas etapas. Inicialmente, o bate papo foi inspirado pela mesa composta por Maroly Penteado, ativista do Movimento Humanista pela Não Violência Ativa, Dorian Borges, professor do Laboratório de Análise de Violência da UERJ, Jota Marques, educador popular na Cidade de Deus e Jaqueline Melo, ativista participante da Marcha Mundial pela Não violência e Mundo sem Guerras.

Representantes de diferentes contextos sociais, os integrantes da mesa ofereceram contribuições sobre o tema nas escalas pessoal, social e institucional. O debate se ateve a metodologia da Não Violência, visto que muito se fala em violência, mas pouco nos meios de não reproduzi-la.

No segundo momento, o público, composto por lideranças comunitárias, foi dividido em pequenos grupos de debate com objetivo de dialogar sobre o compromisso da população com a desnaturalização da violência através das seguintes ações:

A nível pessoal, o compromisso com a solidariedade, tratando o outro como gostaríamos de ser tratados. Nos momentos de tensão e violência buscar como referência o próprio corpo, trabalhando a respiração e assim possibilitando dar uma resposta não violenta. Ver o positivo em si mesmo e nos demais.

A nível institucional, trabalhar sempre com as regras cooperativas, buscando criar um efeito demonstração, que a instituição seja referência na construção de ações não violentas.

No social, ir em direção ao diálogo, que todos os grupos sejam ouvidos, elaborar propostas de políticas públicas em direção a qualificação para não-violência. Realizar ações conjuntas entre instituições como marchas e rodas de conversa.

Outro ponto foi a reflexão sobre os lucros da violência, que interessa aos que estão no poder e neles querem se manter. A violência é um produto lucrativo.

Estamos inseridos em um sistema violento, porém, segundo Jota Marques, já estamos experimentando a não violência. O diálogo sobre este tema já nos coloca em outra direção. O público formado por lideranças comunitárias vindas de Belford Roxo, Duque de Caxias, Nova Iguaçu e Zona Oeste do Rio de Janeiro realizam uma diversidade de ações positivas, em sua maioria com crianças e jovens, com a intenção de dar a eles o que o poder público não oferece e que suas famílias também não receberam: educação de qualidade, alimentação saudável, lazer, cultura, cidadania.

Ficou claro para os participantes, após a rodada de debates, que a violência se aprende e a não violência pode ser ensinada. E a prática não violenta começa por cada um, com atitudes pessoais, com atenção sobre si mesmo e sobre o meio em que se vive. Vimos quanto trabalho temos pela frente e a importância de praticarmos ensinamentos tão simples, como tratar os demais como gostaríamos de ser tratados.

Notícia publicada em 18.07.2017